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A poluição atmosférica é um dos maiores desafios para a gestão das cidades.

No meio urbano  verificamos as condições do ar mais críticas, resultante das emissões de poluentes oriundas da circulação veículos e da produção industrial.

Obviamente, a melhor via para reduzir fontes poluidoras  são as vistorias realizadas pelo Poder Público  – coibir a circulação de veículos poluentes e impor regulamentos para fabricar motores mais eficientes.

Além de gases tóxicas à saúde humana a poluição contém particulados ou material particulado (PM – particulate matter), suas dimensões (diâmetro) variando desde 20 m até menos de 0,05 m, de extrema toxicidade. 

As maiores fontes antropogênicas de PM são a queima de combustíveis fósseis em motores de combustão interna de veículos, termoelétricas e indústrias e as poeiras de construção e de áreas onde a vegetação natural foi removida.  De acordo com a EPA (USA), o PM pode ser dividido em 2 categorias.

O PM2.5 é formado por partículas cujo tamanho chega ate 2,5 m, pode ser encontrado em nevoeiros e na fumaça.  O PM10  com partículas de tamanho entre 2,5 e 10 m encontrados em regiões próximas às indústrias.

Um dos tipos mais comuns de material particulado é o carbono negro ou fuligem.

Sua origem é a queima incompleta de diesel e incêndios.  Esse tipo de poluentes é o segundo maior contribuinte ao aquecimento global, após o CO2 .

As  pequenas partículas e goticulas presentes no PM, são responsáveis por uma série de problemas de saúde  –  morte prematura de cardíacos, problemas coronárias – ataques cardíacos e arritmia cardíaca, asma em crianças e  outros problemas relacionados ao sistema respiratório  – irritação das vias aéreas, tosse e dificuldade de respiração.

Na maior parte dos países existem leis que regulam os níveis de emissões de PM e as indústrias utilizam, entre outras, os precipitadores eletrostáticos, um tipo especial de filtro.

No Brasil, está disponível o diesel S10, menos poluente e menos danoso à saúde, embora ainda um problema ambiental.     

 

Ilha de calor.  Tem estudo que aponta, até 2030, boa parte da população mudal concentrarão nas grandes capitais.  Com o aumento de urbanização, o solo da cidade – antes protegido pela vegetação torna-se impermeável ao ser coberto por materiais como asfalto e concreto que absorvem muito calor e não retêm umidade.  Conseqüentemente, durante o dia o clima na cidade torna muito quente e, à noite, o calor acumulado é liberado para a atmosfera.   A umidade relativa do ar da cidade é reduzida e a evaporação de água do solo para a formação de nuvens é acelerada.    

 

As  características das pesquisas realizadas são extensas  nessas áreas, mas a grande dificuldade é converter os  resultados desses estudos em soluções integradas que sejam adotadas pelos administradores públicos.   É  preciso demonstrar aos gestores o quanto eles poderão ter que pagar por não adotar uma solução proposta e os danos à população.  Os prefeitos se debatem com dificuldades econômicas, é preciso apontarmos os efeitos futuros ou benefícios imediatos em termos financeiros.  

Post by IAFV

IAFV é uma organização sem fins lucrativas para exercer atividades de projeto socioambiental educacional no Brasil.